sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Polícia de patinetes elétricos
domingo, 24 de outubro de 2010
Skate na Paulista não dá certo
Nada contra o skate ou os skatistas mas, esse tipo de esporte na Paulista, no meio dos pedestres não é viável. A prática do skate nas calçadas da avenida tem se tornado cada vez mais frequente e o desconforto para andar no meio deles é grande. Eu já presenciei algumas vezes idosos e mulheres quase atropelados por um skatista, inclusive eu. A culpa é do pavimento liso e de concreto que propicia aos garotos suas manobras com mais segurança. Pena é que, o resto da população que circula diariamente na avenida não tenha mais tanta segurança como antes. A mesma prefeitura que por um erro qualquer, diz ser proibido o uso de jetski num parque que, sequer uma fonte de água tem, afirma não ter como proibir a prática dos skatistas. Apenas serão investidas atitudes m
ais severas por parte da subprefeitura, caso o patrimônio público esteja ameaçado ou algum pedestre desavisado se acidentar. Será que precisa de algum acidente acontecer, para uma nova regra surgir? Também reconheço a falta de áreas livres ou pistas para os skatistas mas, em plena Paulista não acho o lugar ideal.Fotos: Maria Alice Vasconcellos
sábado, 23 de outubro de 2010
Acessibilidade urbana e Buracos

Buracos, desníveis. Quem anda pelas ruas e é pedestre diário sabe do desafio que estou falando. Não se trata de periferia ou de centro, o descaso e o problema é o mesmo para qualquer região da cidade. Fico pensando nos cadeirantes e na sua difícil (quase impossível) acessibilidade urbana. Além da dificuldade de transporte público, poucos serviços estão ao alcance dos cadeirantes. Há algum tempo atrás, solicitei ao dono da Cacau Show em frente de casa, para colocar uma rampa de acesso na loja, para que eu pudesse levar minha mãe em sua cadeira de rodas, para tomar um café. O argumento dele foi em relação à matriz, que deveria aprovar o projeto na entrada da loja mas, que eu poderia ficar tranquila, pois ele iria tomar as providências devidas. Já se passou um tempão e nada aconteceu. Minha mãe nunca foi tomar um café lá, tampouco qualquer outro cadeirante. Quanto aos buracos, imensos e inúmeros são também responsabilidade dos munícipes. Cada pedaço de calçada é obrigação do condomínio, da loja e etc. em manter tudo em ordem. Nossa cultura não prevê nem ensina investimentos para os outros mas, aos poucos é preciso pensar que, pedestre é um cidadão e merece o mínimo de respeito para circular nas calçadas da cidade.
Ruas na região da Paulista ganham cinzeiros


Depois dessa lei anti fumo e da caça desenfreada aos fumantes, as ruas se transformaram em verdadeiros cinzeiros gigantes e a sujeira deixou a cidade mais feia. Gostei do que tenho visto em alguns pontos da região da Paulista: alguns comerciantes disponibilizam cinzeiros pelas ruas. São bituqueiras adotadas por condomínios que, ganharam a simpatia da prefeitura, com o slogam impresso: mantenha a cidade limpa. Na Paulista quase esquina com a Brigadeiro, na lateral da banca de jornal, o condomínio do Banco do Brasil deixa diariamente 4 lixeiras/cinzeiros à vista. Embora eu ache que, seria obrigação da Prefeitura se preocupar com o destino do resto dos cigarros, gostei da iniciativa dessas pessoas. Agora é só esperar que todos se acostumam com os cinzeiros e deixem de jogar seus cigarros e lixo pelas calçadas.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Prefeitura de São Paulo proíbe jet ski em parque na avenida Paulista
Atenção, usuários do parque Mario Covas: está proibido navegar com jet ski ou a velocidades superiores a cinco nós (9 km/h), pular do píer, usar colchões infláveis ou pneus dentro da água ou nadar com trajes impróprios.
Isso se alguém encontrar área para banho no parque de 5.396 m2 --o equivalente a pouco mais de meio campo de futebol como o do Maracanã--, que ocupa um quarteirão da avenida Paulista. Os únicos indícios de água ali são banheiros e bebedouros.
As normas foram publicadas no "Diário Oficial" no dia 30, com regras de mais seis parques, entre eles três na represa Guarapiranga, onde há condições para esportes náuticos, e o parque Trianon.
PROIBIDO E LIBERADO
Com área de 48 mil m2 e também na avenida Paulista, o parque Trianon não tem restrições ao uso de embarcações, mas proíbe o uso de bicicletas, patins e skates.
Há vetos comuns nos parques, como deitar nos bancos, tocar instrumentos musicais ou empinar pipas. "Então não é mais um parque", reclamou o estudante Pier Marchi, 21, deitado em um banco no Trianon ontem.
Também é proibido usar trajes ou ter atitudes "atentatórias à moral e aos bons costumes". "E o que é atentar à moral? Cada um tem sua definição", disse o segurança Henrique Damaceno, também deitado em um banco.
Parques estaduais, como Villa-Lobos e Água Branca, também adotam a regra. Um dos vigilantes do Trianon, que preferiu não se identificar, disse que não barra pessoas com short curto ou homens sem camisa, que lotam o parque em dias quentes, embora proíba sungas e biquínis --vistos nos gramados do Ibirapuera.
Também deixa em paz as rodinhas de violão, se o som não estiver muito alto. E diz que só interrompe namorados "se estiverem sentados um sobre o outro".
Ele adverte, em média, 15 pessoas por dia, principalmente deitadas nos bancos, com mais de dez anos usando brinquedos do parquinho, deixando o cachorro invadir canteiros. Quando se recusam a obedecer, retira uma cópia do "Diário Oficial" do bolso para mostrar ao infrator-em casos de rebeldia, aciona a administração.
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente disse que a cláusula sobre trajes e atitudes consta do regulamento de todos os parques municipais e "visa o impedimento de atos obscenos". Disse também que há um regulamento padrão, que muda de acordo com o perfil do parque, mas houve uma falha no caso do parque Mario Covas e que os itens sobre navegação e natação serão retirados.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Kassab apoia estádio corintiano e não acredita em Morumbi na Copa
O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, não se deu por vencido e ainda tenta fazer do Morumbi um dos estádios para a Copa do Mundo de 2014. Mas, mesmo a aproximação ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não será suficiente para isso. A constatação foi feita pelo próprio Kassab, nesta terça-feira, durante visita ao CFA de Cotia, recanto das categorias de base do clube tricolor.
"Acho difícil. Falo isso do lado do meu amigo Juvenal, até porque foi uma nota oficial da CBF dada por seu presidente (Ricardo Teixeira), que deixou claro isso para o governador de São Paulo e eu estava presente também", afirmou o prefeito.
Kassab, sempre acompanhado pelo presidente são-paulino, demonstrou total apoio ao futuro estádio do Corinthians, que, horas antes, foi alvo de fortes críticas do próprio Juvenal. No entanto, o prefeito ainda não conhece o projeto estrutural do entorno do estádio paulista que tentará ser sede da abertura do Mundial.
"Eu não conheço o projeto, até porque está sendo feito agora. Não o projeto arquitetônico, mas o projeto técnico", declarou, antes de dizer que Itaquera cumprirá todos os quesitos do caderno de encargos.
Sobra a possibilidade de não haver tempo hábil para a conclusão do estádio corintiano, correndo o risco de São Paulo ficar fora do Mundial, o prefeito foi enfático e voltou a repetir que, de acordo com a estratégia inicial do Comitê Organizador Local (LOC), o Morumbi era o favorito para representar o Estado.
"Estou bastante sereno. Houve um esforço muito grande para o Morumbi. O presidente da República (Lula) esteve no Morumbi, o presidente da CBF. Depois, houve idas e vindas que não vem ao caso relembrar agora e a CBF decidiu descartar o Morumbi", disse.
"Pedimos um prazo para tentar viabilizar Pirituba, mas não conseguimos. Conseguimos economicamente, mas do ponto de vista da construção, faltariam quatro meses. Fomos comunicar e agradecer o presidente da CBF e, naquele mesmo dia, ele veio com a proposta do Corinthians. A partir daí, nos colocamos à disposição. Queremos a abertura em São Paulo", disse.
domingo, 17 de outubro de 2010
Disque 1188 para saber do trânsito na cidade
Prá saber tudo:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=28044
A saúde precária de uma Velha Senhora
| por Paulo Saldiva e Evangelina Vormittag | ||||||
O mundo passa por uma crise ambiental com raízes localizadas basicamente no excesso de consumo dos recursos naturais. E é nas cidades que se manifesta a maior demanda pela oferta de alimentos, transporte, moradia, recursos hídricos, saneamento básico e energia. No Brasil, em 2000, 81,2% da população já vivia em áreas urbanas. A previsão para 2030 é que cerca de 60% das pessoas viverão em áreas urbanas do planeta. Os impactos da complexidade do metabolismo urbano produzem efeitos dramáticos sobre diversos aspectos da saúde e sustentabilidade, tanto local como regional e mesmo em escala global. A pressão da urbanização sobre o ambiente varia de acordo com o tipo das cidades. Metrópoles como Londres, Paris e Nova York, que tiveram crescimento gradual, puderam usufruir dos benefícios de um processo de planejamento dinâmico e da consolidação da infraestrutura, incluindo o sistema de transporte público. Em contrapartida, contrapartida, cidades que cresceram rapidamente, principalmente nos países em desenvolvimento, passaram da juventude para a decrepitude e deterioração sem tempo de amadurecer. São Paulo é uma representante típica do segundo grupo, com crescimento veloz e desordenado, ligada a mais 38 cidades que formam sua região metropolitana, numa área de 7.944 km2. Esse processo desordenado, com frequência confundido com desenvolvimento, trouxe problemas ambientais de solução complexa e cara, que afetam negativamente a vida de 20 milhões de habitantes dessa megaconurbação. | ||||||
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http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_saude_precaria_de_uma_velha_senhora.html
Link enviado por Kalú
Mobilidade urbana

| Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes |
| Quinta, 10 de Junho de 2010 18:09 |
| O tráfego das pessoas é uma questão significativa para quem vive em grandes cidades. Congestionamentos, falta de vagas, poluição, atropelamentos são alguns dos temas evocados quando se pensa mobilidade urbana. O segundo dia do seminário A pós-graduação e o desafio das metrópoles promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na quinta-feira, 10, tratou desse tema em uma mesa-redonda sobre circulação e mobilidade no espaço metropolitano. Ao final, os palestrantes deixaram claro a necessidade de uma abordagem multidisciplinar do tema. A professora Maria Leonora Maia, da Universidade Federal de Pernambuco, explicou como nos últimos dez anos ocorreu uma “explosão da mobilidade” nas grandes cidades brasileiras: se viaja mais, para cada vez mais longe e de maneira individual. Os poucos investimentos em transportes nao-motorizados e públicos podem levar, para a especialista, a uma “imobilidade” das metrópoles. “Os congestionamentos são cada vez mais frequentes. Promovemos um estilo de vida dependente do automóvel. Em algumas cidades, chega-se a ter dois habitantes por veículo. Um aumento do número de automóveis maior que o próprio aumento da população”, explica a professora. Segundo Maia, a mobilidade se comporta de forma distinta para diferentes classes sociais, quanto mais alta maior o índice do uso do transporte privado. “A carência de transporte público reforça a exclusão da população pobre e incentiva as viagens de automóveis de quem o possui, trocando viagens curtas a pé e de bicicleta por locomoções de carro”, afirmou. Prá ler mais: |
sábado, 16 de outubro de 2010
São Paulo antiga e São Paulo abandonada

http://www.saopauloantiga.com.br/
Desenvolvido a partir da ideia apresentada através do site português Lisboa Abandonada e também pelo argentino Basta de Demoler, onde cidadãos de uma maneira informal criam arquivos fotográficos e iconográficos registrando construções esquecidas na cidade, elaborou-se o projeto de catalogação e histórica da cidade de São Paulo chamado inicialmente de: “São Paulo Abandonada”. Tomados pelas duas referências, já que estamos interessados na preservação e conservação de nossa história, o site foi desenvolvido após uma análise de que a cidade de São Paulo vem sofrendo constantes transformações e pouca preservação.
O site é mantido por uma dupla antenada com os problemas da cidade.
Douglas Nascimento, fotógrafo, jornalista e pesquisador
Glaucia Garcia de Carvalho, historiadora é professora em Guarulhos
Eles abrem espaço para denúncias por meio de um formulário e envio de fotos.Tem entrevistas, artigos e muita, muita foto.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Resistente Memorial à ciclista atropelada

Sempre que passo nesse pedaço da Paulista, entre Gazeta e Al. Campinas, observo o memorial à ciclista atropelada na avenida. Antes era uma linda bicicleta branca decorada com flores e uma faixa pendurada lembrava o nome de Márcia e a saudade da família. Não sabia nada sobre ela, tampouco a data da sua morte na Paulista. Pesquisei e descobri esse site que informa como Márcia perdeu a vida e como os ciclistas ainda são invisíveis nas ruas. Fiz essa foto nessa semana, e conforme seu memorial é retirado do canteiro, algum amigo ou familiar o ergue novamente, dessa vez mais simples, porém com a mesma força na mensagem. Márcia vive! Vive em todos outros ciclistas que correm riscos diarimente mas, que resistem e pedalam pela cidade.
Desde o ano passado, quando Márcia morreu, a presença de ciclo-faixas ainda é mínima na cidade. Apenas em alguns percursos e horários os ciclistas contam com a ciclo-faixa.
Prá saber mais: http://www.ciclofaixa.com.br/blog/
Segue a notícia e as informações sobre Márcia, do site Centro de Mídia Independente e do Estadão:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/437827.shtml
Márcia Regina de Andrade Prado, 40, faleceu nessa quarta-feira, dia 14 de janeiro (2009), ao ser atropelada por um ônibus enquanto pedalava na Av. Paulista. Participante da bicicletada paulistana, ela era uma das signatárias do Manifesto dos Invisíveis, no qual ciclistas afirmam que o que falta não são ciclovias, mas o entendimento de que os ciclistas também são parte do trânsito e que devem ter suas vidas respeitadas:
"As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos (...) Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas".
Márcia pedalava na faixa da direita, destinada aos veículos mais lentos, na altura da Fundação Cásper Líbero. O motorista do ônibus, Mario José de Oliveira, 53, relatou à imprensa que "não teve culpa pelo acidente" e que tinha a sua "consciência tranqüila". Segundo o código de trânsito, os motoristas devem manter 1,5 metro de distância do ciclista, por todos os lados. Se esta lei houvesse sido respeitada, Márcia ainda estaria entre nós. Em 2006, ano do último levantamento publicado pela CET, 85 ciclistas morreram no trânsito em São Paulo.
Nós do Centro de Mídia Independente lamentamos profundamente a morte de Márcia e manifestamos solidariedade a todos e todas ciclistas. Por uma cidade onde as ruas sejam de todos - ciclistas, pedestres, catadores, cadeirantes, skatistas, carrinhos de bebê etc. - e não apenas dos veículos motorizados!
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,apos-morte-de-ciclista-movimento-faz-ato-na-avenida-paulista,307645,0.htm
Ela sempre usava a bicicleta para ir de casa, no bairro do Ipiranga, na zona sul, até a residência dos clientes. Márcia pedalava na altura do número 1.150 da Paulista, sentido Consolação, quando perdeu o controle e caiu no asfalto. A roda traseira de um ônibus passou por cima de sua cabeça. Márcia morreu na hora - só às 16h15 foi possível liberar totalmente a avenida. A massagista é mais uma vítima da guerra diária que envolve motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas. Todos os dias, o trânsito de São Paulo mata em média 4,3 pessoas e fere com alguma gravidade pelo menos outras 72 - uma "epidemia" que faz mais vítimas fatais que aids, insuficiência cardíaca e tuberculose, conforme revelou o Estado em setembro.



